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Indústria 4.0 e a segurança dos dados: A maneira correta de acompanhar a evolução tecnológica de maneira segura.

O advento da Indústria 4.0 e a automação dos dados conectou os processos produtivos. A chamada quarta revolução industrial colocou as fábricas em um novo patamar em termos de produtividade, eficiência e gestão ao promover, por exemplo, a automatização de suas operações e migração dos dados para a nuvem. Embora estas mudanças tragam inúmeros benefícios para toda a cadeia produtiva, como a melhora da performance, redução de custos e insumos para análises preditivas, elas ainda geram muita insegurança.

Mesmo sendo esta uma preocupação legítima, é preciso desmistificar algumas idéias pré-concebidas a respeito desta nova onda tecnológica. É importante perceber que todos os departamentos de uma fábrica precisam saber administrar estas informações e a maneira correta de preservá-las. Setores como Tecnologia da Informação, Marketing, Vendas, RH, Gestão e Finanças, já lidam com a automatização das suas operações há mais tempo e a migração para um ambiente cada vez mais digital é algo que acontece naturalmente. Porém, em relação ao chão de fábrica este ainda é um assunto novo, que acaba gerando muitas dúvidas e inseguranças e, em muitos dos casos, atrasa e dificulta a implementação de novos projetos.

Nesse sentido, basta olhar o macro e perceber que a maioria das áreas dentro de uma empresa ou organização já opera na núvem, assim é possível entender que as informações não ficam vulneráveis. O faturamento de uma corporação por exemplo, o estoque das lojas, dados dos funcionários, são alguns dos exemplos de informações sigilosas e importantes que já podem ser acessadas de qualquer lugar sem que segurança seja ameaçada.

Durante visitas a fábricas de todo o Brasil, um dos temores que mais encontramos foi o vazamento de informações. Porém, ao analisarmos históricos de invasões em empresas de todo o mundo, fica claro que a maioria delas não partiu ataques hackers mas sim, dos próprios funcinários. Segundo pesquisa do Gartner, divulgada em 2015, ao contrário do que podia se pensar, são os usuários e não a técnologia os principais responsáveis pelas falhas de cloud computing. Esta última fica com uma parcela de apenas 5% nas falhas.

Um exemplo importante disso é o caso WikiLeaks, em que houve vazamento de informações sigilosas da CIA que acabou expondo muitos dados confidenciais dos Estados Unidos. Os jornais noticiaram como uma invasão hacker, mas na verdade foi um ex-funcionário quem facilitou o acesso de terceiros à informações.

Quando se fala em indústria, na maior parte destes casos de vazamento de informações e quebra de sigilo, o principal motivo é o despreparo dos funcionários, da falta de treinamento qualificado e problemas no processo operacional. Por esse motivo, quando se fala em segurança, é fundamental manter em total harmonia o tripé: pessoas, processos e tecnologia. Não basta que os processos e a tecnologia sejam efetivos enquanto os usuários não estiverem cientes da importância da proteção do ambiente corporativo.

Quando olhamos para a indústria não difícil perceber a rapidez da sua evolução. Temos a chamada Internet Industrial, a qual tem um papel importantíssimo para o crescimento do País, principalmente em relação à inovações tecnológicas efetivas e seguras. Os robôs utilizados nas fábricas passam por constantes manutenções preventivas com o intuito de erros e falhas que os tornem vulneráveis, pelo contrário, eles são projetados para desenvolverem suas atividades em sintonia com as demais máquinas e pessoas, o que acaba contribuindo para o desenvolvimento da nova economia.

Toda novidade gera burburinho e é absolutamente normal que as pessoas se sintam inseguras. No entanto, é possível afirmar que, se as companhias investirem em processos, seguindo os protocolos de segurança e trabalhando todas as pontas de uma planta fabril, a digitalização irá troná-las bem mais competitivas não só localmente, mas também diante das empresas globais, que já avançam com maior velocidade nesse sentido. O reflexo da chegada da Indústria 4.0 nos setores de TI, passando por Logística, à Produção, é o aumento em competitividade e um rápido retorno financeiro.

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