A decisão está tomada: o parque de impressão e TI precisa de outro modelo, ou de outro parceiro, em 2027. O que segura a mudança quase nunca é o preço. É o medo de trocar de fornecedor de impressão e descobrir, numa segunda-feira, que a nota fiscal não sai, a etiqueta não imprime e o time de TI passou a semana apagando incêndio.
O medo faz sentido, mas tem solução. Uma transição bem conduzida acontece por etapas, com o equipamento antigo funcionando até o novo estar pronto, e sem jogar o trabalho em cima do time interno. Este guia mostra como.

Por que a troca de fornecedor assusta
Três preocupações aparecem em quase toda conversa:
- “A operação vai parar.” Impressão e equipamentos de TI estão no meio de processos críticos: faturamento, logística, atendimento, contratos.
- “Ainda temos contrato com o fornecedor atual.” Multa, prazo de aviso e devolução de equipamentos parecem um labirinto.
- “Meu time não tem tempo.” A TI já está sobrecarregada, e a transição parece mais um projeto na fila.
Nenhuma dessas preocupações é motivo para adiar. São itens de planejamento. E adiar também custa: é mais um ano com o mesmo parque, os mesmos chamados e o mesmo orçamento imprevisível.
As 5 etapas de uma transição sem parada
1. Diagnóstico do parque atual
Tudo começa por saber o que existe hoje:
- quantos equipamentos, de quais modelos e onde estão;
- quanto cada setor imprime por mês;
- quais equipamentos estão ociosos e onde há fila;
- quanto tempo o time de TI gasta com suporte;
- quais contratos estão em vigor e quando vencem.
Sem esse retrato, a nova proposta é um chute. Com ele, dá para dimensionar o parque certo e comparar custos de verdade. Se você ainda não tem esses números, o guia do custo real de impressão por página mostra como levantá-los.
2. Proposta
Com o diagnóstico em mãos, a proposta define:
- o equipamento certo para cada setor, pelo uso real, não pelo que “sempre foi assim”;
- o que entra no contrato: equipamento, suporte, suprimentos e gestão.
3. Cronograma
O cronograma define a ordem da troca:
- quais setores vêm primeiro e em que datas;
- como evitar fechamento de mês, picos sazonais e períodos críticos da empresa;
- como a troca se alinha com o fim do contrato atual.
Esse planejamento é o que separa uma transição tranquila de uma troca às pressas.
4. Implantação por etapas
A implantação não precisa ser um “dia D” em que tudo é desligado de uma vez. O caminho mais seguro é setor a setor:
- O novo equipamento é instalado e configurado, com drivers, rede, filas de impressão e digitalização para pastas e e-mail.
- Os usuários testam e recebem orientação rápida.
- Só então o equipamento antigo sai.
Assim, se algum ajuste for necessário, ele afeta um setor por vez, e nunca a empresa inteira.
5. Gestão contínua
A transição não termina na instalação. O mês seguinte é quando aparecem os ajustes finos: um setor que imprime mais que o previsto, um usuário sem acesso a uma pasta, um suprimento que precisa de outro ritmo de envio. Na gestão contínua, o parceiro acompanha o volume, envia suprimentos antes de acabarem e atende chamados dentro do prazo do contrato.
O que fazer com o contrato atual
Ter um contrato em vigor não impede o planejamento. Na prática:
- Leia as cláusulas de prazo, aviso prévio e devolução. Anote a data-limite para comunicar a não renovação.
- Faça o diagnóstico antes do vencimento. Assim a decisão é tomada com dados, e não na correria do último mês.
- Alinhe a implantação com a data de devolução. O ideal é que o equipamento novo esteja funcionando antes de o antigo sair.
- Planeje a devolução dos equipamentos antigos, incluindo a limpeza dos dados armazenados (muitas multifuncionais guardam cópias do que foi impresso e digitalizado).
Se a multa de rescisão antecipada for alta, compare: às vezes vale esperar o vencimento; às vezes, o custo do parque atual até lá é maior que a multa. O diagnóstico responde essa pergunta.
Quem conduz a transição
Em um contrato de outsourcing, quem conduz a transição é o parceiro: levantamento, planejamento, instalação, configuração e retirada. O papel do time interno é validar, não executar:
- aprovar a ordem e as datas da troca;
- liberar acessos de rede quando necessário;
- confirmar que cada setor está funcionando.
Isso responde ao terceiro medo, “meu time não tem tempo”. A transição não deveria virar mais um projeto da TI.
Perguntas para fazer ao novo fornecedor
Antes de assinar, peça respostas claras para:
- Como funciona a implantação? É por etapas ou tudo de uma vez?
- Quem instala e configura, inclusive filas, digitalização e integrações?
- O que acontece se um equipamento novo apresentar problema na primeira semana?
- Como os suprimentos são enviados? É preciso fazer pedido?
- Qual é o prazo de atendimento de chamados previsto no contrato?
- Como é feito o acompanhamento do volume e do custo?
- O descarte e a destinação correta de suprimentos e equipamentos estão incluídos?
Para aprofundar, veja as 5 perguntas para fazer antes de assinar um contrato de outsourcing de impressão.
Sinais de que está na hora de trocar
- Chamados de impressora toda semana, e o time de TI atendendo.
- Suprimento que acaba sem aviso e é comprado às pressas.
- Equipamentos com mais de 5 anos ou de muitas marcas diferentes.
- Ninguém sabe dizer quanto a empresa imprime ou gasta por mês.
- Fatura difícil de entender, ou cobranças que variam sem explicação.
Se dois ou mais desses sinais aparecem, a troca provavelmente custa menos do que continuar como está.
Perguntas frequentes
Dá para trocar de fornecedor no meio do contrato?
Dá, mas é preciso conferir as condições de rescisão. Muitas vezes o melhor caminho é planejar agora e implantar no vencimento.
A operação para durante a troca?
Não precisa parar. Com implantação por etapas, setor a setor, o equipamento antigo só sai quando o novo já está funcionando.
Meu time de TI vai ter trabalho extra?
Pouco. No outsourcing, o parceiro conduz a transição; o time interno valida e libera acessos quando necessário.
O que acontece com os dados guardados nos equipamentos antigos?
Antes da devolução ou do descarte, o disco dos equipamentos precisa ser apagado com segurança. Inclua esse ponto no planejamento.
Resumo
- Trocar de fornecedor de impressão e TI sem parar a operação depende de planejamento, não de sorte.
- As 5 etapas: diagnóstico → proposta → cronograma → implantação por etapas → gestão contínua.
- Contrato vigente não impede o planejamento: faça o diagnóstico antes do vencimento.
- No outsourcing, quem conduz a transição é o parceiro, e o time interno só valida.
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