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Banco Central coordena solução de identidade digital descentralizada

Tecnologia foi desenvolvida pelo CPQD no Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas

Carla Matsu p/ Computerword

At 23/01/2020 às 18h34

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Foto: Computerword

O CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) anunciou nesta semana o desenvolvimento de uma solução baseada no conceito de identidade digital descentralizada. A iniciativa, coordenada pelo Banco Central, tem como objetivo garantir a segurança dos dados e facilitar a interação de instituições financeiras com clientes.

De acordo com José Reynaldo Formigoni, gestor de Soluções Blockchain do CPQD, a solução é compatível com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entra em vigor em agosto deste ano. Com a tecnologia, o proprietário da identidade digital é responsável pelo controle e gestão das suas informações.

“A identidade digital descentralizada é composta por várias credenciais eletrônicas emitidas por diferentes identificadores participantes (também chamados de agentes) que fazem parte de uma rede blockchain”, explica.

Segundo o executivo, o conceito de identidade digital descentralizada já está sendo adotado em diversos países. “No Brasil, a intenção é utilizar esse conceito em outros projetos coordenados pelo Banco Central, como o de open banking, por exemplo, que envolve a troca de informações sobre usuários entre os bancos e a nova plataforma de pagamentos instantâneos. O FinID viabiliza a implantação desses projetos, uma vez que dá ao usuário o controle e a gestão do acesso aos seus dados”, acrescenta Formigoni.

Fernando Marino, líder técnico em Blockchain do CPQD, afirma que no atual sistema, os usuários possuem uma identidade digital para cada instituição financeira com quem mantêm relacionamento. Mesmo quando o cliente faz um cadastro online, “os dados e identificadores que compõem a sua identidade digital ficam armazenados na instituição financeira”.

Dando maior controle sobre as informações aos usuários, a identidade digital descentralizada – que é formada pelos dados pessoais e os diversos identificadores – pertence ao seu dono, que pode apresentá-la a outras instituições financeiras de seu interesse.

“Funciona como um passaporte que ele pode usar em vários bancos. Todos os identificadores (equivalentes aos vistos e carimbos do passaporte) vão sendo somados e armazenados nessa credencial”, observa Marino. 

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